{"id":2778,"date":"2022-10-21T12:51:44","date_gmt":"2022-10-21T12:51:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sintesir.org.br\/site\/?p=2778"},"modified":"2022-10-21T12:52:48","modified_gmt":"2022-10-21T12:52:48","slug":"ao-menos-4-500-proissionais-dde-saude-morreram-na-pandemia-diz-pesquisa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sintesir.org.br\/site\/ao-menos-4-500-proissionais-dde-saude-morreram-na-pandemia-diz-pesquisa\/","title":{"rendered":"AO MENOS 4.500 PROFISSIONAIS DE SA\u00daDE MORRERAM NA PANDEMIA, DIZ PESQUISA"},"content":{"rendered":"<div dir=\"auto\">Ao menos 4.500 profissionais da sa\u00fade morreram em decorr\u00eancia da Covid-19 no Brasil nos primeiros dois anos de pandemia, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pela PSI (Internacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos). A maioria das v\u00edtimas eram auxiliares e t\u00e9cnicos de enfermagem e estima-se que dois ter\u00e7os delas n\u00e3o tinham carteira assinada.<\/div>\n<div dir=\"auto\">A pesquisa foi encomendada ao est\u00fadio de intelig\u00eancia de dados Lagom Data pela Internacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos, federa\u00e7\u00e3o sindical global que representa mais de 700 sindicatos em 154 pa\u00edses, e baseia-se no cruzamento de dados do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade e Minist\u00e9rio do Trabalho e Previd\u00eancia. Foi divulgado tamb\u00e9m o epis\u00f3dio brasileiro da s\u00e9rie documental \u201cBehind the Mask\u201d (por tr\u00e1s da m\u00e1scara, em portugu\u00eas), sobre o impacto das decis\u00f5es pol\u00edticas e da corrup\u00e7\u00e3o no enfrentamento \u00e0 crise sanit\u00e1ria.<\/div>\n<div dir=\"auto\">De acordo com o levantamento, cerca de 70% dos trabalhadores da sa\u00fade que morreram eram auxiliares e t\u00e9cnicos de enfermagem, 25%, enfermeiros, e 5%, m\u00e9dicos. Ao todo, 80% dos profissionais eram mulheres, maioria em atua\u00e7\u00e3o na \u00e1rea.<\/div>\n<div dir=\"auto\">No documento Perfil da Enfermagem no Brasil, divulgado pelo Cofen (Conselho Federal de Enfermagem), em 2016, o pa\u00eds possu\u00eda 1.389.823 auxiliares e t\u00e9cnicos de enfermagem, sendo 85% do sexo feminino. Na \u00e9poca, havia 414.712 enfermeiros, sendo 86% mulheres.<\/div>\n<div dir=\"auto\">A pesquisa mostra ainda que, em 2020, quando os profissionais chegaram a atuar sem equipamentos de prote\u00e7\u00e3o adequados e ainda n\u00e3o havia vacina dispon\u00edvel contra a doen\u00e7a, o pa\u00eds registrou o dobro de mortes de trabalhadores da sa\u00fade em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia dos dois anos anteriores.<\/div>\n<div dir=\"auto\">\u201cEm 2021, quando o descaso do governo e a press\u00e3o pela reabertura levaram o Brasil aos piores \u00edndices de mortalidade, profissionais da sa\u00fade tiveram prioridade na vacina\u00e7\u00e3o e, com isso, a sua mortalidade come\u00e7ou a cair tr\u00eas meses antes do restante das profiss\u00f5es\u201d, afirma o estudo, divulgado em car\u00e1ter preliminar.<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Ao menos 4.500 profissionais da sa\u00fade morreram em decorr\u00eancia da Covid-19 no Brasil nos primeiros dois anos de pandemia, segundo pesquisa divulgada nesta quinta-feira, 13, pela PSI (Internacional de Servi\u00e7os P\u00fablicos). 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